Como é formado o Orçamento Anual da Manutenção?


Existe uma metodologia?

 

Quais os principais fatores a serem levados em conta?

 

Obrigado!

 

Everson Rita Soares

28/07/2010 às 03:07:03
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Inicialmente, a estruturação de um orçamento anual de manutenção deve considerar a composição de custos previstos para o próximo período, mas sempre adequado à realidade de sua companhia, ou seja, utilizando-se das experiências passadas ( o que deu certo ou não). A projeção de “custos previstos) para o próximo ano calendário deve ser cautelosa, pois deve-se não só considerar custos fixos (geralmente contratos, mão de obra interna, etc) e variáveis calculados pela média recente (insumos, peças, utilidades, etc), mas também ações previstas para o próximo ano, com base em sua gestão no presente (retrofit em equipamentos, a implantação de novas linhas, reforma em instalações, etc).

Como estrutura básica para que possa explodí-la, adequando–a à sua necessidade, sugiro iniciar com a seguinte proposta:

  1. Custos Fixos:
    • Mão de Obra Interna (Final com  encargos e benefícios)  
    • Contratos Fixos:
    • Serviços Especializados  (Externos)  
    • Mão de Obra  
    • Custos Administrativos e Locação  (aluguel, rateio de custos internos, etc)  
    • Uniformes e EPI – Equipamentos de  Proteção Individual
    • Outros  (especificar)
  2. Custos Variáveis 1 – Recorrentes  obtidos por histórico (insumos, horas extras, peças, materiais, utilidades,  etc):
    • Mão de Obra Interna – Horas Extras 
    • Insumos de Manutenção (Óleo  lubrificante, graxas, panos e estopas, fita isolante, etc)
    • Ferramental (manutenção, afiação,  aquisição, etc)  
    • EPC – Equipamentos de Proteção  Coletiva  (reposição, aquisição, etc)
    • Peças de Reposição  
    • Materiais de Manutenção (lâmpadas,  fusíveis, rolamentos, etc)  
    • Utilidades (água, energia, gás, etc)
  3. Custos variáveis 2 – Ações previstas  para o próximo período (serviços externos especializados, materiais, mão de  obra interna extra, etc):
    • Serviços Contratados  Externos:
      • Termografia  
      • Análise de Vibração   
      • Específicos (reformas, paradas  programadas de manutenção, etc)
    • Atividades de Reforma com Mão de  Obra Interna:
      • Horas Extras  
      • Benefícios,  etc
    • Aquisição de novos  itens:
      • Equipamentos  
      • Obras,  etc

A estrutura acima pode e deve ser ampliada e adequada à sua realidade. Lembro-o de que a projeção de gastos deverá ser demonstrada mês a mês, ao longo do período projetado (6 meses ou anual), tomando-se o cuidado para que os custos sejam sempre alocados nos respectivos meses de gastos projetados, ou seja, posicione (como exemplo) os custos de parada anual em sua subestação no mês de efetiva contratação e execução.

Lembro-o também que o seu orçamento poderá ser ainda mais preciso se obtiver as informações sobre custos e formas de pagamento (sinais para a contratação, parcelamentos, etc), assim como se obtiver o histórico de gastos com manutenção durante os últimos 12 à 36 meses. Trata-se de um exercício bastante importante, o que exigirá o levantamento de dados, a consulta aos setores de manutenção sobre necessidades, a análise de seu parque instalado e, principalmente, um tempo de dedicação do autor e de sua equipe. Mas lembre-se, caso a sua empresa solicite a equiparação ou compatibilização deste orçamento com a área contábil (mês de competência, etc), será importante que se reúna com eles, a fim de que alinhe as formas de controle.

Quanto a questão “assertividade” e “precisão” nas estimativas, a experiência será sempre a sua maior aliada, não sendo aconselhável a atribuição de “folgas e seguranças” sem um endereço certo, ou melhor, sempre considere “eventuais surpresas”, mas lembre-se de alocá-las nos próprios serviços projetados ou em outros itens que julgue possível de ocorrer.

Agora é sentar, definir a sua árvore de itens acima (para a sua realidade), o período de projeção para o orçamento e a equipe que poderá contribuir com você.
28/07/2010 às 12:07:55
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Boa tarde.

Este descritivo abaixo utilizei no meu TCC sobre Manutenção Estratégica.  Pode auxiliar você

 

1.1.        CUSTOS DA MANUTENÇÃO

 

Os custos de manutenção são classificados em três grandes famílias:Kardec.

 

1.1.1.   CUSTOS DIRETOS

 

São aqueles necessários para manter os equipamentos em operação. Neles se incluiem: Manutenções preventivas, manutenção preditiva e manutenção corretiva. Os custos de paradas de manutenção, ou grandes serviços de reforma/modernização, comumente designados como revamps, apesar de serem custos diretos devem ser classificados separadamente.

 

1.1.2.   CUSTOS DE PERDA DE PRODUÇÃO

 

São os custos oriundos de perda de produção, causados:

·         Pela falha do equipamento principal sem que o equipamento reserva, quando existir, estivesse disponível para manter a unidade produzindo;

·         Pela falha de equipamento, cuja causa determinada tenha sido ação imprópria da manutenção.

 

1.1.3.   CUSTOS INDIRETOS

 

São aqueles relacionados com a estrutura gerencial e de apoio administrativo, custos com analises de estudos de melhoria, engenharia de manutenção e supervisão, dentre outros. Nesse contexto devem ser alocados custos com a aquisição de equipamentos, ferramentas e instrumentos da manutenção, devidamente caracterizados para fins de acompanhamento. Fazem parte ainda custos de amortização, depreciação, iluminação, energia elétrica e outras utilidades.

 

 Os custos com a manutenção dos equipamentos representam uma parcela dos custos da organização. Para manter os equipamentos é preciso utilizar peça de reposição, materiais de consumo, energia, mão de obra de gerenciamento execução, serviços subcontratados, dentre outros recursos. (Xenos)

 

 Estes custos são geralmente divididos em três categorias distintas: (Xenos)

·         Custos de materiais

·         Custos de mão de obra

·         Custos de serviços subcontratados

 

Para Kardec as definições de cada um das três categorias são as seguintes;

 

a)    Custo de materiais: Custo de sobressalentes- custo de peça aplicada que pode ser dado pela nota fiscal, se a compra for para aplicação imediata, ou pelo valor corrigido, se a peça for retirada do estoque e já tenha sido comprada a mais tempo; Custo de materiais de consumo- materiais comprados para serem substituídos em trocas de peças defeituosas ou nas substituições preditivas/preventivas.

 

b)    Custos de mão de obra direta: número de horas alocadas ao serviço versus salário médio mensal, incluindo encargos sociais.

 

c)    Custo de serviços subcontratados: Serviços executados externamente – são aqueles relativos a serviços executados por terceiros. O custo é dado pelo valor da nota fiscal, que inclui impostos e taxas; Serviços executados internamente- são aqueles feitos na própria instalação da contratante.

 

Para melhor acompanhamento os itens devem ser colocados de forma gráfica e de fácil visualização mostrando pelo menos

 

·         Previsão de custos mês a mês

·         Realização- quanto foi efetivamente gasto em cada mês

·         Realizado no ano anterior (ou anos anteriores)

·         Benchmark- qual é a referencia mundial, isto é, valores da empresa que tem menor custo de manutenção tipo de instalação.

 

No Brasil, o custo da manutenção em relação ao faturamento bruto das empresas apresentou uma tendência de queda entre 1991 e 1995, tendo se estabilizado no entorno de 4,00% a partir daí. (Kardec)

 

No site da Abraman tem numeros recentes sobre os custos de manutenção. Situação da Manutenção no Brasil. ABRAMAN 2009


08/09/2010 às 14:09:14
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