Estou trabalhando com Gestão de materiais, por isso preciso de algumas informações para melhorar a nossa gestão de sobressalentes, como por exemplo; como definir critérios para inclusão de uma peça sobressalente no estoque, quais são os principais indicadores para a gestão de sobressalentes, existe algum material didático específico sobre este assunto?
Desde já agradeço.
Alcioni, tudo bem!
Na empresa na qual trabalho fizemos um trabalho um pouco parecido, levantamento os 10 produtos que mais agregam valor para empresa atraves destas informações fizemos um levantamento de todos os equipamentos no qual passam estes produtos. tanto da forma direta como indireta. Exemplo:
Forma direta: todos equipametos da linha de produção com produto final na ponto de linha.
Forma indireta: Substação, Utilidades (sitema de geração de ar comprimido e refrigeração).
O ideal que vc faça um diagrama em bloco de todos os equiapmentos interligados.
Teoricamente estes equipamentos não podem parar, mas caso deem problemas temos que ter a solução o mais rápido possível então fizermos o seguinte:
1) levamtamento de todos os equipamentos diretos e indiretos.
2) Levamtamos todas as peças de reposição;
3) O custo de cada peça;
4) O leed Time do fornecedor;
5) Aplicar a matriz GUT para cada item, assim vc terá uma visaão macro das suas necessidades reais.
Link matriz GUT:qualidade.ifsc.usp.br/arquivos/MASP_USP.pdf
Espero que tenha ajudado um pouquinho.
abraços,
Eber
E-mail: evaladares@superig.com.br
15/09/2010 às 14:09:41
Alcioni, bom dia.
Recentemente fiz um trabalho de Seis Sigma em nossa companhia e algumas conclusão podem ser consideradas de forma geral.
O critério para inclusão destes materiais em estoque está relacionado a estratégia de manutenção da sua companhia, me explico, se o seu volume de produção é alto e a manutenção não planeja atividades preventivas, creio que terá um estoque inchado para se preparar para a próxima parada corretiva de equipamento, pois não é possível prever a anomalia ou tratá-la antes da quebra. Conheci empresas que possuíam esta política e a equipe de manutenção trabalhava somente para apagar incêndios e sem o devido tempo para fazer estudos das linhas de produção. O lucro do produto final era muito alto e no entanto para ela não fazia tamanha diferença.
Outra situação para estratégia é quanto a manutenção planejada acontece na prática, ou seja, não basta apenas lançar planos no software mas sim é necessário concluídas de acordo com a programação de parada. Neste caso é importante saber o quanto total é adequado de estoque para se ter na companhia, acredito que a área de ativos poderá te ajudar, tendo em vista que os materiais poderão ser depreciados e o valor de um material parado para companhia é grave tendo em vista que o dinheiro poderia ser utilizado para outros investimentos ou até mesmo para eliminação de passivos. No entanto o que é interessante é o quanto de estoque (valor R$) é o IDEAL para a companhia, para atender as emergências e as manutenções rotineiras de baixa frequência.
O estoque pode ser elaborado de formas diferentes:
- com base na solicitação do fabricantes (planos de manutenção);
- com base no histórico das manutenções do equipamento;
- com base na expertise dos técnicos operadores e manutentores;
- com base nas matrizes de condições básicas de cada equipamento (FMEA).
Desde montante pode-se então aplicar as ferramentas de priorização fazendo a relação esforço x impacto para determinar o que fica dentro dos 80% (em relação ao valor R$).
Para determinar o MRP é interessante aplicar as fórmulas de cálculo para mínimo e máximo nos itens que possuem histórico de consumo, os que não o ideal é parametrizar um valor mínimo e aí medir o consumo para poder futuramente criar os valores de mínimo e máximo.
Como Indicadores vale a pena medir as variações dos saldos de acordo com a criticidade do material, o tempo de permanência do material em estoque (tempo em que o material não é movimentado) classificado de acordo com os parâmetros da área de controladoria (1 ano = obsoleto, etc.), rotatividade, variação do preço (nem sempre o valor do estoque aumenta em virtude da quantidade, mas sim da variação do preço de região para região.Ex.: em Manaus os materiais saem quase 20% a mais do que na região de SP, ou seja, eles tem menos material mas um saldo em R$ bem parecido).
Bom, espero ter ajudado, mas qualquer dúvida pode entrar em contato.
Abraço.
Charles Plínio Coregliano
Analista de Manutenção
30/09/2010 às 10:09:45