Como considerar os tempos de parada para cálculo de MTTR e MTBF empresa quimicas

Como considerar os tempos de parada de linha de produção para cálculo de MMTR e MTBF  (somente paradas corretivas quando interrompe o processo ou também paradas preventivas programadas)  ?
17/06/2010 às 08:06:01
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Caro Itamar,

 

Primeiramente é sempre importante ressaltar que empresas do ramo químico possuem o processo dividido em vários sistemas. A produção classifica cada sistema em forma de porcentagem que representa o tempo necessário deste sistema dentro do tempo total do processo de produçào dentro de um determinado produto.

 

Utilizam-se para contagem de tempo para MTTR e MTBF somente paradas corretivas(!) pois são as que mais impactam negativamente a produção. A fórmula utilizada (apenas como lembrete caso já conheça) é utilizada da seguinte forma:

 

MTBF=  [(tempo total) x (Nº de equipamentos)] / ( Nº de falhas).

 

 

Espero que tenha lhe auxiliado.

 

 

17/06/2010 às 13:06:23
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Prezado Itamar

 

A princípio exclareçamos a definição destes dois termos:

- MTBF (Mean Time Between Failures /  Tempo Médio Entre Falhas);

- MTTR (Mean Time To Repair / Tempo Médio Para Reparo).

 

Normativamente, falha é considerada a perda total da função do equipamento. Tendo em vista que, quando da intervenção preventiva o equipamento ainda não falhou, o indicador deve ser aplicado apenas às intervenções corretivas. O tempo entre as intervenções preventivas, já é de conhecimento e encontra-se planificado (MMTR também já conhecido).

 

Apesar destas considerações, deve-se atentar para a necessidade de incorporar as paradas de produção, sejam de que natureza for, ao cálculo da OEE ou EOG (Eficiência Operacional Global) do equipamento, sistema ou planta industrial. Em caso contrário, se estará "mascarando resultados, para gerente ver". Esta prática é muito comum nas fábricas.

 

Se pensarmos como investidor, caso venhamos a ser donos de uma fábrica de processos contínuos, o lógico é que a mesma opere 24 horas por dia, 365 dias por ano, em sua capacidade máxima de produção, sendo considerada perda qualquer desvio que venha a impactar no resultado da produção, seja este decorrente de intervenções de manutenção, de problemas da produção, de impactos na qualidade do produto ou na produtividade, etc. É a partir destas perdas que é o gerado o índice da EOG (Eficiência Operacional Global). Caso os desvios sejam "omitidos", certamente o índice da EOG será falsamente otimizado, podendo a empresa estar trabalhando "no vermelho" sem saber.

 

Prof.° Sandro Beltrão

COMEC / IF-AL

(82) 9962-0277

sandrobeltrao@uol.com.br

sandrobeltrao@gmail

22/05/2011 às 12:05:59
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