Gostaria de conhecer metodologias para a medição de tempo de atividades, preventiva e corretiva, de manutenção.
Por exemplo: devemos considerar tempos de preparação e despreparação, requisição de materiais, desvios na execução.
Quantas amostras de cada atividade devemos medir?
Prezado Diego
Com a finalidade de otimização dos processos de execução de serviços, duas metodologias foram desenvolvidas em meados século passado
- CPM (Critical Path Method): Mètodo do Caminho Crítico;
- PERT (Program Evaluation and Review Tecnique): Técnica de Análise e Avaliação do Programa.
Ambas fundem-se e conduzem ao criterioso detalhamento do serviço a ser desenvolvido em tarefas, na ordenação sequencial de execução destas, no lançamento do tempo e dos recursos humanos, materiais, especiais, de contratação e de apoio, requerido à execução de cada uma delas.
Em geral, este trabalho é conduzido pela área de PCM (Planejamento e Controle da Manutenção), que, para tal, deve ser constituída de técnicas experientes na execução dos serviços que vão planejar, assessorados pelas áreas executantes (Mecânica, Caldeiraria, Elétrica, Instrumentação, etc).
Em geral, a implantação da área de PCM, assim como das metodologias correlatas, é assessorada por consultoria técnica competente. E ... depende muito da vontade política dos gestores do empreendimento, que em geral são imediatistas nos resultados.
Você também pode dar uma estada no tema ETM (Estudo de Tempos e Movimentos), começando pela leitura do livro: Princípios da Administração Científica, Frederick Taylor.
Abraço.
Prof.° Sandro Beltrão, MSc
COMEC / IF-AL
(82) 9962-0277
29/01/2012 às 23:01:52
Boa noite Amigo!
Existe uma formulinha com grande aceitação:
t = (o + 4.m + p) / 6 onde,
t - tempo previsto;
o - tempo mais otimista (supondo que tudo irá dar certo);
m - tempo mais provável (buscar em relatórios de alinhamento anteriores);
p - tempo mais pessimista (supondo que tudo irá dar errado);
Ex.: Alinhamento de uma conjunto moto bomba
Tempo mais otimista: 1 horas
Tempo mais provável: 2 horas
Tempo mais pessimista: 3 horas
Jogando na fórmula teremos:
t = (1 + 4.2 + 3) / 6;
t = 12 / 6;
t = 2 horas de tempo previsto
Pode ainda incrementar um pouco mais e criar um indicador de aderência ou de acertividade deste método de previsão:
Ia = [ ( t - d) / t ].100% onde,
d = | Tr-t |;
d - diferença entre previsto e real (em módulo, sem considerar se foi pra mais ou para menos)
Ia - Indicador de acertividade;
Tr - Tempo real da atividade;
t = tempo previsto;
Ou seja, enquanto seu Ia for 100%, suas previsões estarão boas!
Exemplo: Se você previu 2 h e gastou 1:45 h (convertendo para decimaias temos 1,75 h), sua conta fica:
d = 0,25 e se você tivesse gastado 2:15 (convertendo para decimais 2,25) o d continuaria 0,25 por isso utilizei em módulo. Seguindo:
d = 0,25;
Ia = [ (2 - 0,25) / 2].100%;
Ia = [1,75 / 2].100%;
Ia = 0,875.100%;
Ia = 87,5 % (Seu nível de acerto)
Note que se eu gastasse 15 min a mais ou 15 min a menos, meu índice de acertividade continuaria o mesmo 87,5 %. Lembrando que errar para menos também não é bom para o planejamento (gordurinhas demais)
Abraços!
Cláudio Delbone
19/04/2012 às 23:04:53